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Alvores da Maçonaria em Portugal

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Introdução

Antes de entrarmos nos primórdios da história da maçonaria em Portugal convirá recordar alguns factos que a enquadram no seu histórico geral. A Maçonaria moderna não tem uma origem ou uma fonte específicas, ao contrário de que alguns maçons defendem. Ela é equiparável a um rio cujo caudal é a soma dos caudais dos seus afluentes, caudais esses que lhe são entregues em épocas e locais bem diferentes. Os conceitos históricos/filosóficos que enformam a Maçonaria moderna não são produto de uma acção ou atitude singulares. É antes o somatório de vários pensamentos e filosofias que têm como resultante a Maçonaria como hoje a conhecemos.

Desde conceitos radicados nas culturas suméria e egípcia até aos conflitos entre católicos e protestantes na Inglaterra do século XVIII, passando pelas filosofias essénias e templárias amalgamadas nos interesses profissionais das guildas germânicas, tudo isto teve como resultado a Maçonaria que hoje conhecemos e praticamos (com influências directa nos rituais do Rito Escocês Antigo e Aceito). Não há qualquer dúvida que a Maçonaria Moderna nasce em 1717 quando o reverendo Anderson é encarregado de elaborar as regras de comportamento da nova Ordem Maçónica. Mas, como se sabe, antes disto, ela existia e com implantação forte, na sociedade britânica.

Era constituída por maçons operativos, isto é, aqueles que praticavam uma profissão e que a defendiam já com determinados métodos, regras e rituais. São os chamados Maçons Antigos. Mais tarde permitiram a iniciação de alguns homens, que pela sua riqueza material ou intelectual entenderam serem dignos da admissão naquela que era uma sociedade rigorosamente fechada. Foram os Maçons Aceitos.

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